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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Compensa investir em Obrigações ?


A emissão de Obrigações é uma forma que as empresas têm de se financiar através de um empréstimo que, em vez de ser contraído junto de um banco, é contraído a particulares. Estes, ao comprarem Obrigações, estão assim a emprestar dinheiro à empresa emitente, revendo o capital investido ao fim de determinado prazo (o chamado período de maturidade, geralmente mais de dois anos) e recebendo, até lá, juros de forma faseada, semestral ou anualmente.

Além do ouro, é a forma de investimento escolhida por aqueles que querem rentabilizar de uma forma mais segura as suas poupanças, obtendo uma valorização superior à obtida com os depósitos a prazo dos bancos.
É de tal modo popular que, em Portugal, apesar da crise, os empréstimos obrigacionistas costumam ter sempre uma procura que ultrapassa a oferta. Daí que exista um limite máximo de investimento, podendo cada investidor subscrever até 5000 euros em Obrigações. E é precisamente para este valor que compensará o investimento. Se tenciona investir menos que esta quantia, apesar da taxa de juro anunciada ser sempre superior às taxas anunciadas dos depósitos a prazo, tem que contar com inúmeras despesas e comissões que este investimento acarreta. Comissão de subscrição, despesa de custódia de títulos, comissão de pagamento de juros, comissão de reembolso, despesa de reembolso, comissão Euronext, tudo valores que variam de banco para banco. Valor fixo é o do imposto cobrado sobre o rendimento obtido (juros) que se fixa nos 25%! Todas estas despesas fazem baixar significativamente a rentabilidade anunciada pelas empresas. A título de exemplo, o Continente anuncia uma taxa bruta de 7%, por sinal a mais alta quando comparada com as anunciadas recentemente por outras empresas (Zon - 6,85%, Brisa - 6,25%, EDP - 6%, PT - 6,25%). No entanto, se investir apenas 1000 euros em obrigações desta empresa, mesmo beneficiando daquela taxa mais generosa de 7%, deduzidas todas as despesas, comissões e impostos, a rentabilidade liquida não chegará aos 1%! Se aplicar o valor máximo permitido (€5000), obterá uma rentabilidade liquida de 4,15%, valor este que pode variar consoante o banco onde subscrever as Obrigações.
O investidor em Obrigações terá de esperar que termine o prazo de maturidade da Obrigação (prazos que variam consoante as condições de subscrição de cada empréstimo obrigacionista), altura em que a empresa emitente tem a 'obrigação' de devolver ao seu credor a totalidade do montante que lhe foi emprestado. O investidor poderá reaver o capital investido antes deste prazo colocando as suas Obrigações à venda em bolsa, obtendo no entanto um valor que será muito provavelmente inferior àquele que investiu.
O Estado Português também emite Obrigações sob a forma de Obrigações do Tesouro (OT), uma maneira que o Estado têm de se financiar junto dos seus próprios cidadãos. A taxa de rentabilidade liquida destas obrigações está actualmente nos 7,9%, bastante superior à praticada pelas empresas, com taxas brutas que rondam em média os 6,5%. O investimento nas OT é rentável a partir dos 2500 euros. Quer sejam as Obrigações de empresas, quer as OT, ambas são comercializadas pelos bancos.
O termo financeiro inglês para obrigação é bond.

Definição de Obrigação em Think Finance.
Fonte: revista Sábado.

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